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6 de dezembro de 2014

A infertilidade masculina

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Homem pensativo deitado no sofa
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O fator masculino é responsável em cerca de 30% dos casos pela infertilidade do casal, sendo que, cerca de 1 em cada 10 casais sofre com este problema. A infertilidade pode ser uma dificuldade a ultrapassar para muitos casais, não se cingindo à infertilidade feminina, é também associada a inúmeros fatores: alergias, má qualidade dos ovócitos, obesidade, esperma ineficaz…

Um homem produz milhares de espermatozoides por dia; uma mulher produz entre 300 e 400 ovócitos por vida. Um espermatozoide demora cerca de 75 dias até atingir a sua maturidade. Durante este tempo de maturação, toda a envolvência pode influenciar o seu desenvolvimento. Porém, a qualidade e a quantidade de espermatozoides pode ser influenciada por diversos fatores como a temperatura, o estilo de vida, ou outros fatores mencionados de seguida.
Calor

Os testículos não funcionam da melhor forma se não forem mantidos mais frescos do que o resto do corpo, é por este motivo que a anatomia do corpo masculina está construída para os manter “fora” do corpo. Se a temperatura dos testículos estiver a mais de 36ºC, a produção de espermatozoides desce. Quando a produção dos espermatozoides é interrompida, o esperma pode ser afetado negativamente durante meses. Se a temperatura afetar a produção dos espermatozoides, a capacidade de reprodução masculina fica comprometida porque o número de espermatozoides é menor, bem como a sua motilidade e morfologia.


  Banheiras
 Banhos e banheiras de hidromassagem, incluindo saunas, não são amigos da fertilidade. Cerca de 30 minutos num jacuzzi, ou num destes ambientes e locais quentes e úmidos, pode temporariamente diminuir a produção de esperma.

 No entanto, existem estudos que comprovaram que os efeitos negativos da humidade quente no esperma podem ser reversíveis. Contudo, não há que esquecer que este tipo de exposição pode ter um impacto a longo prazo, porque o esperma demora bastante tempo a maturar. Qualquer tipo de mudanças que reduzam a exposição a este tipo de ambiente demorarão pelo menos 3 a 9 meses até mostrar resultados benéficos.


Febre

Se a recolha de esperma foi boa e o homem não usa calções de ciclista, não está em ambientes úmidos e quentes como banheiras de hidromassagens, não fuma, a primeira coisa que se deve saber é se há pelo menos 3 meses não esteve doente com febre. Muitas vezes pode ter existido uma virose da qual já não se recorda, mas que faz toda a diferença na produção de espermatozoides. A febre pode ter o mesmo efeito que um jacuzzi no esperma de um homem, com os mesmos efeitos secundários, durante o mesmo período. Dependendo do processo de produção e da concentração dos espermatozoides, a concentração pode descer até 35% depois de ter uma febre.

Computadores

Um computador portátil pode afetar de facto a capacidade reprodutiva de um homem. De acordo com investigadores da Universidade de Nova Iorque, existe uma correlação direta entre o uso de um portátil e o aumento da temperatura do escroto. Em algumas posições chega a aumentar em cerca de 2ºC. Isto é prejudicial ao processo de produção dos espermatozoides, nomeadamente na formação das gametas durante a espermatogénese. Por isso, esqueça o computador portátil no colo.


Roupa interior



Os escoceses é que sabem, e andar de kilt sem roupa interior, é o que os homens deveriam fazer para contribuir para a fertilidade. A diferença entre usar cuecas e boxes não é significativa, para se poder afirmar que de facto pode provocar uma grande mudança na contagem do número de espermatozoides.
 Todavia, os boxes são mais aconselhados do que as cuecas, se o número de espermatozoides for baixo. Mas se a contagem for considerada normal não existirá razão para mudar o tipo de roupa interior.
Porém, não é aconselhado usar calções de ciclista durante largos períodos de tempo, quanto mais for constrangida essa parte do corpo, mais diminui a qualidade do ambiente e da produção do esperma.  

Varizes


Cerca de 15% dos homens sofrem de varizes no escroto e usualmente também no testículo esquerdo, com o nome de varicocele. Quando um homem tem uma contagem de espermatozoides baixa, pode ser recomendado um procedimento que visa reparar varizes dilatadas no escroto de forma cirúrgica, ou via embolização, ou um procedimento não cirúrgico que use um cateter.
 Ainda que não seja 100% comprovado, uma variz pode interferir com a produção de esperma, pois interrompe o fornecimento de sangue, aquece o escroto, ou causa acumulação de sangue nas veias que fornecem o sangue para os testículos. Não existem grandes indícios que a fertilidade aumenta depois de um procedimento destes, mas alguns médicos afirmam que a cirurgia pode aumentar a qualidade do sêmen.


Telemóveis

Em 2008 existiu um estudo que concluiu que quando um homem usa muito um telemóvel, isto significa mais de 4 horas por dia, tem uma contagem de espermatozoides significativamente baixa, taxas baixas de motilidade, baixas taxas de morfologia normal. É recomendado que os homens usem os telemóveis numa pasta em vez de os usarem nos bolsos das calças. Porém, como os estudos não foram feitos em grandes grupos de teste, ainda existem médicos que não os corroboram. O ideal é mesmo prevenir.


   
Obesidade

A obesidade está associada à produção de hormonas femininas, ou seja, de estrogêneo, e por sua vez à diminuição do número de espermatozoides, disfunção sexual e infertilidade.
 Segundo um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde em 2009, comparando um homem com excesso de peso com um normal, o homem fértil com excesso de peso, reduz a sua função testicular e tem números inferiores de espermatozoides.


Estilo de vida

O tabaco, o álcool, a poluição, a marijuana, podem diminuir em grande percentagem a função sexual. É de evitar tudo isto, especialmente quando se está a tentar conceber.
 O álcool afeta a produção de esperma, enquanto fumar afeta a motilidade. O tabaco, para além de afetar a quantidade de esperma produzido, também provoca a deterioração do DNA do esperma, e aumenta a disfunção sexual. Fumar marijuana também está ligado à diminuição geral da fertilidade.

Fertilização in vitro

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Fertilização in vitro
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Se a infertilidade já é uma certeza, a fertilização in vitro poderá ser uma solução. Este método implica que a fertilização seja feita fora do corpo: o óvulo é fecundado pelo espermatozóide numa espécie de pequeno recipiente de vidro (de nome proveta), num ambiente controlado; sendo esta considerada uma técnica de reprodução assistida. Esta técnica é realizada em ambiente laboratorial colocando in vitro um número significativo de espermatozóides à volta de cada ovócito, procurando desta forma obter embriões de qualidade a transferir posteriormente para a cavidade uterina.
O primeiro bebê “feito” desta forma nasceu em 1978 na Grã-Bretanha, sendo considerado o primeiro “bebé proveta” do mundo.
Fases e efeitos secundários   

Antes de poder optar por uma fertilização in vitro deve fazer uma série de exames físicos, para verificar se é uma boa candidata a este tratamento de infertilidade. Se for aprovada passar-se-á o seguinte:
Inicialmente será necessário tomar medicamentos que suprirão a atividade dos ovários, é habitual inalar um spray de hormonas durante cerca de 21 dias. De seguida tomará uma série de injeções que irão estimular os ovários, que os levarão a produzir mais óvulos. O processo é controlado por análises sanguíneos e por ecografias. Esta fase implica sintomas como: transpiração excessiva, rubores, tonturas, insonia e secura vaginal.
Na fase seguinte os óvulos são retirados pelo menos 1 hora antes de ocorrer a ovulação. Logo que os folículos estejam prestes a libertar os óvulos é-lhes aplicada uma injeção de gonadotrofina crônica humana (HGC) para estimular a ovulação que fará libertar os óvulos e que irá permitir a sua recolha por aspiração. Esta injeção implica sintomas semelhantes aos da tensão pré menstrual como: tristeza, inchaço, cansaço, ansiedade e um mau estar geral.
No momento de recolher os óvulos é aplicada uma anestesia local, e com uma agulha muito pequena serão aspirados alguns óvulos. Esta agulha é inserida usualmente pelo topo da vagina ou pelo abdômen. 
A recolha de óvulos, devido à anestesia e a todo o processo, implica dores nos ovários, bem como no abdômen. De seguida os seus óvulos e os espermatozóides do seu parceiro (obtidos após uma colheita de esperma sendo normalmente sujeitos a algum tratamento prévio) são colocados juntos para serem fecundados. Durante os dias seguintes, os óvulos fecundados irão dividir-se e tornar-se-ão embriões. A transferência de embriões é um processo emocionalmente desgastante devido à carga emocional que esta fase implica, para além de poder implicar dores nos seios e em todo o abdômen.
Prepare-se emocionalmente

Se optar pela fertilização in vitro deverá estar acompanhada por alguém que a apoie a nível emocional, e por vezes o parceiro não é suficiente; pedir ajuda psicológica poderá ser uma solução. A fertilização in vitro tem bons índices de sucesso, mas por vezes serão necessárias diversas intervenções que poderão ser dolorosas e emocionalmente desgastantes. Este tratamento é usualmente um tratamento dispendioso, por isso, saiba quando deve parar, nem que seja fazer um interregno emocional até decidir iniciar um novo tratamento. 

Causas da infertilidade na mulher

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*Imagem da internet*

As causas da infertilidade da mulher podem ser inúmeras mas as mais frequentes são:

  • Alterações hormonais, levando a distúrbios na ovulação a ovulação implica um processo de diversas fases que envolvem a maturação e libertação do óvulo. Para que estas fases aconteçam, existe um conjunto de hormonas responsáveis e que as fazem despoletar. Esta libertação das hormonas deverá ser equilibrada, pois poderá existir maior libertação de um tipo de hormona do que de outro, ou até mesmo ser inexistente.
  • Endometriose – o endométrio (revestimento do útero) é normalmente composto por células que por vezes poderão crescer fora dele; isto é a endometrioseNa ocasião da menstruação estas células sangram fazendo com que os órgãos internos acabem por ficar colados ao sangue com o tecido endometrial. A endometriose pode dar origem à infertilidade se os órgãos reprodutores forem lesionados. A endometriose provoca menstruações muito longas e com muito fluxo.
  • Fibromiomas – os fibromiomas são tumores benignos que crescem dentro do útero. Nem sempre estes tumores causam infertilidade, mas também não significa que não o façam. Estes tumores poderão exercer pressão nas trompas de Falópio, no entanto, poderão ser removidos cirurgicamente.
  • Síndrome do ovário policístico – usualmente dentro dos folículos dos ovários desenvolvem-se os óvulos, e quando um estiver maduro irá ser libertado. Mas quando se sofre de síndrome do ovário policístico os folículos não se transformam em óvulos, mas sim em quistos, não podendo os óvulos atingir a sua maturidade e assim não havendo ovulação não se liberta o óvulo para posteriormente ser fecundado.
  • Lesões nas trompas de Falópio – DST’s como a clamídia, a endometriose, infecções diversas poderão ser as causas do mau desempenho das trompas de Falópio, pois poderão bloqueá-las, ou mesmo lesioná-las, provocando infertilidade.







    Problemas de fertilidade: como detectar?

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    Mulher infértil
    *Imagem Ilustrativa*
    Algumas mulheres pediram pra mim falar sobre "FERTILIDADE" e hoje irei postar algumas coisas sobre o assunto que é muito importante espero que ajude e que vocês gostem.

    Infelizmente 1 em cada 6 mulheres tem dificuldade em engravidas. Uma mulher que tenha a total capacidade de engravidar, só tem uns meros 20% de probabilidade mensal de o fazer. Se deseja ardentemente engravidar, não desespere, pois a probabilidade existe, só que tudo demora o seu tempo; poderá “ser à primeira” ou até demorar anos.

    Tempo necessário antes de dar o 1º passo

    Você devera pelo menos tentar engravidar durante 6 meses, e só após este período é que deve procurar ajuda. Saiba que tudo depende da idade, do estado físico e do estilo de vida. Se tiver mais de 35 anos, o período menstrual não for muito regular e não conseguir engravidar após 6 meses de tentativa, talvez seja uma boa ocasião para começar a pensar em procurar ajuda médica.

    1º passo – Procurar um médico

    Se optar por pedir ajuda médica poderá ter de responder a questões sobre a regularidade do ciclo menstrual, sobre o seu estilo de vida, sobre se já teve alguma lesão abdominal, ou se teve alguma DST (doença sexualmente transmissível). Nesta consulta seja o mais sincera possível com o médico, não tente esconder pormenores, embora possa pensar que são embaraçosos e não tenham interesse, poderão ser a diferença entre poder ou não poder ter filhos. Deixe o médico avaliar a situação, e não esconda nada. Certamente irá passar por alguns testes e exames que poderão ser menos agradáveis mas na realidade serão fundamentais para obter pelo menos uma resposta.
    Os exames comuns a realizar pelo seu médico ou sua ginecologista serão: um exame interno, uma citologia (Papanicolau), análises ao sangue e à urina. Num exame às hormonas, em que se analisam os níveis hormonais, terá a resposta sobre se tem ou não ovulação. O exame ao sangue, entre outras respostas, dará respostas acerca de alguma DST, especialmente a clamídia que pode ser a causa da infertilidade. O seu parceiro também deverá fazer testes semelhantes, à urina, sangue e também ao pênis, testículos e sémen.

    2º passo – Consultar especialista em infertilidade

    Depois do seu médico ter avaliado os resultados, poderá concluir que será necessário consultar um médico especialista em infertilidade que irá fazer novos exames e testes. Os mais comuns são:
    • Ecografia: é feita ao baixo-ventre, especialmente para verificar o funcionamento dos ovários.
    • HSG (Histerossalpingografia ): sem necessidade de anestesia geral, através de um cateter introduzido através da cérvix é introduzido no útero um líquido que servirá de contraste para verificar se existem malformações nas trompas de Falópio. De seguida, através de um raio-x poderá verificar-se o contraste e retirar as conclusões relativas ao funcionamento das trompas de Falópio.
    • Biopsia: é recolhida uma pequena amostra do endométrio. Verifica-se a espessura do endométrio (mucosa que reveste a parede uterina) para verificar se é suficiente para a nidificação do ovo.

    • Laparoscopia: é feita uma pequena incisão no umbigo sendo inserido um mico-telescópio para observar todos os órgãos reprodutores.